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Atualizado: 27 de mai.

Brigas que não são controladas pelos administradores dos grupos de WhatsApp podem ter consequências mais sérias do que apenas inimizade e expulsão. Tribunais já reconhecem que os administradores omissos podem ser punidos.



Poderia um Administrador de grupo de WhatsApp ser responsabilizado pelas brigas e desentendimentos entre os membros? Uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo responde que SIM. O Tribunal entende que os administradores seriam também “moderadores” do grupo e, como tem o poder de excluir e adicionar pessoas, seriam os responsáveis também pelo que acontece lá.


Um dos casos é o seguinte: Uma pessoa criou um grupo de WhatsApp na época da Copa do Mundo de 2014 para combinar de assistir a um jogo. Após uma discussão, um dos membros foi chamada de “vaca”. Deu justiça e, de acordo com a decisão, a administradora do grupo, além de não ter tomado nenhuma atitude contra a ofensora, deu sinais de aprovação, com o envio de emojis com sorrisos.


“Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito”


“[A administradora do grupo] É corresponsável pelo acontecido, com ou sem lei de bullying, pois são injúrias às quais anuiu e colaborou, na pior das hipóteses por omissão, ao criar o grupo e deixar que as ofensas se desenvolvessem livremente. Ao caso concreto basta o artigo 186 do Código Civil”, disse o desembargador Soares Levada, relator do caso.


Com isso, a administradora do grupo foi condenada a pagar R$ 3.000,00 à título de compensação. Valor este, considerado “simbólico” pelo magistrado, pois a ré tinha apenas 15 anos.


Clique AQUI para ver o acórdão completo.


Em outro exemplo, desta vez no no Rio, médicos e enfermeiros usavam o WhatsApp para trocar plantões, até que as negociações passaram a envolver dinheiro. Sessões prolongadas de trabalho passaram a ser vendidas por até R$ 2.000, algo que é considerado uma fraude.


O caso foi parar no Conselho Regional de Medicina do Rio (CREMERJ), que investiga se as transações infringem o código de ética médica. Só que são alvos do escrutínio não só os que compravam e vendiam plantões, mas também o administrador do grupo.


Administradores terão que observar não apenas ciberbullying, mas comentários racistas, discriminatórios, divulgação de pornografia infantil, calúnias, injúrias ou difamações e até se há a circulação de fotos e vídeos de vingança pornográfica ou ameaças. Apesar do Marco Civil da Internet falar em liberdade de expressão, um direito não se sobressai ao outro.

A responsabilização de administradores deverá se tornar comum na justiça, então, o que fazer?


· Criação de regras de conduta e principalmente da FINALIDADE do grupo. Cada membro que entrar no grupo deverá receber uma imagem ou texto com a regras;

· Adicionar no máximo, mais um ou dois administradores. Quanto mais administradores, mais responsáveis pelos erros alheios. Não esquecer que quem cala consente;

· Caso membros não se ”comportem" deverão ser chamados a atenção, serem punidos com expulsão temporária e em definitivo, se “reincidente”.


Em grupos de família o controle é mais difícil pois envolve pessoas queridas ou que até mesmo não tem conhecimento da ferramenta.


Entretanto nos grupos de trabalho além das regras acima, sugiro as seguintes regras de conduta para criar o clima de “boa vizinhança”:


· “Bom dia, boa tarde ou boa noite”, somente se tiver algo a falar. Fazer isto em grupos de trabalho, além de chamar a atenção dos colegas de trabalho para uma possível demanda, é considerada PERDA DE PRODUTIVIDADE. Portanto, se você acorda às 5h da manhã, não precisa acordar o restante do grupo se não tiver nada para dizer além do “bom dia”;

· Mensagem de voz, somente em último caso;

· Mensagem que interessa apenas a uma pessoa, envie DM;

· “repassando”, nunca!



Com estas regras é possível ter muitos grupos, não perder a produtividade, manter a boa convivência e de quebra, não ser preso.



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Carlos Augusto é entusiasta de tecnologia desde que ganhou seu primeiro videogame em 1985, o Odyssey da Philips.


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Atualizado: 27 de mai.

Seria possível o Almanaque do Professor Pardal de 1972 ter previsto a existência da NetFlix ou seria mais um destes encaminhamentos Fake News do WhatsApp?


No final dos anos 80, início dos 90, não tinha programa melhor de fim de semana do que locar filmes para assistir com a família. Sexta à noite e sábado pela manhã as locadoras de vídeo estavam sempre cheias. Todos procurando lançamentos ou filmes que faziam a cabeça dos que estavam buscando entretenimento.


O processo era simples, entravamos na locadora, escolhíamos os filmes, no balcão entregavam-nos as fitas e levávamos para casa. Bom mesmo era locar no sábado, pois o domingo não contava como diária e a devolução acontecia na segunda-feira. Em Natal - cidade que morava naquela época - dentre as melhores locadoras da cidade, estavam a Canal 1, Green Vídeo e Yellow Vídeo - sempre estavam atualizadas com lançamentos como: Indiana Jones; De Volta para o Futuro; Robocop; Loucademia de Polícia; Rocky e tantos outros que mexiam com a nossa imaginação (lembrando que não tínhamos internet em 1990).


Locávamos VHS, depois passamos para a tecnologia do DVD, Blu-ray e tínhamos que devolve-los na locadora, existia um fluxo físico`. Depois do NetFlix não me vejo mais nessa situação – sair de casa para alugar filmes e ainda ter que devolver na data combinada para não pagar diárias extras. Uma observação: entregar a fita sem rebobiná-la custava R$ 1,00 (um real).


Atualmente vivemos a era do streaming, que, de uma maneira geral podemos dizer que é a transmissão de dados – filmes, por exemplo – sem a necessidade de ter que “baixá-los” em nossos dispositivos. Os aplicativos como NetFlix, Amazon Prime, HBO Plus são os mais utilizados para assistir filmes, além do YouTube, claro.


Voltando ao nosso assunto: ano passado recebi a imagem abaixo pelo WhatsApp e, me deixou com uma pulga atrás da orelha.


Foto: Reprodução Twitter.


Na imagem, a capa de um Almanaque do Professor Pardal, e ao lado o texto com a seguinte previsão:

“Em um futuro próximo o aparelho de TV poderá estar ligado a uma grande loja de cassetes. A pessoa então escolherá entre milhares de títulos, simplesmente discando um determinado número, num teledial. A vídeofita escolhida aparecerá na tela, dentro de casa e a conta virar no fim do mês, junto com a do gás ou da luz.”


Depois de ler não acreditei e decidi buscar, seria esta previsão verdade ou fake?


Descobri que a imagem foi divulgada no twitter em 30 de dezembro de 2017, pelo perfil @samanthaweather, que pertence à meteorologista brasileira Samantha Martins. Ainda assim não tinha a confirmação se a imagem era verídica ou não, afinal, compartilhamento de notícias falsas é muito comum. As pessoas tem o costume de “repassar” sem checar.


Pesquisando por aquele Almanaque, cheguei ao site www.scribd.com. O Scribd armazena publicações digitais, na qual milhões de pessoas fazem parte e distribuem seus conteúdos para quem quiser acessar, tudo gratuitamente. Lá, achei finalmente o Almanaque do Prof. Pardal, da Editora Abril, tendo como editor e diretor Victor Civita, e publicado com data de 1972. E, para minha surpresa, na página 122, está o texto, confirmando a veracidade da informação.


Duvida? Acesse o almanaque neste link: bit.ly/almanaqueprofpardal


O capítulo que começa na página 120 tem o título “TV – A maravilha do século” e fala sobre a invenção da TV, explica como funciona a Videofita (VHS) e no tópico sobre videocassete, faz a previsão da “locadora de filmes dentro da TV”.



Foto: Almanaque Prof. Pardal 1972.


Eu que imaginei que aquele tweet não passava de uma montagem malfeita, tive a agradável surpresa de descobrir que o Almanaque existe, o texto é real, e que o Professor Pardal previu o futuro bem melhor que a própria mãe Dináh.

NetFlix


A ideia inicial da NetFlix não era alugar filmes para assistir via streaming. A empresa fundada em 1997 entregava DVDs pelo correio. O sistema era de assinatura mensal, em que o cliente escolhia três filmes no site e recebia os DVDs pelos correios.


Assista o comercial antigo:


https://www.youtube.com/embed/VtNwQlgcDeI



À medida que o cliente assistia, poderia devolver um a um usando a mesma logística, deixando em sua caixa de correio para serem entregues de volta. Cada vez que fazia uma devolução, recebia outro de sua preferência.


Somente em 2007 a empresa decidiu mudar para streaming. Em 2011 chegou ao Brasil, ainda com catálogo pequeno, mas crescendo ao longo dos anos. Ultimamente a NetFlix tem retirado muitos filmes de seu catálogo. A remoção dos títulos não ocorre por decisão dela, mas sim porque empresas concorrentes como a Disney, por exemplo, que, em breve terá seu próprio serviço de streaming, não querem compartilhar suas produções. Por outro lado, crescem as produções próprias, que considero muito boas.


Gostou da história? Sou assinante do NetFlix desde 2012 e acho as séries europeias as melhores, e você, é assinante desde quando? Deixe seu comentário.



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Carlos Augusto é entusiasta de tecnologia desde que ganhou seu primeiro videogame em 1985, o Odyssey da Philips – e já está preparado para a guerra contra a Skynet.


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Atualizado: 27 de mai.

O que é tecnologia para você? Se você acha que é um sinônimo para smartphones de última geração com “n” câmeras e telas de “x” polegadas, de certa forma você tem razão. Mas não é só isso. A tecnologia é mais antiga do que imaginamos. Cientistas e pesquisadores não são capazes de afirmar, ao certo, quando é que começaram a aparecer os primeiros avanços nesse sentido, mas acredita-se que se trata de um processo surgido há muito tempo.






Ao longo da história, temos exemplos de como a tecnologia influenciou a nossa evolução. Mediante a utilização de pedras, madeira, metal e fogo, inovamos e modificamos nossa forma de estar no mundo. Se voltarmos no tempo, a descoberta do fogo, por exemplo, proporcionou o advento de uma tecnologia dominada pelos nossos antepassados há mais de 300.000 anos. A nossa condição de nômade foi abandonada com a descoberta da técnica de plantar alimentos, passo decisivo para o domínio da agricultura e para o processo de fixação dos grupos de humanos.


Avanços tecnológicos costumam surgir diante da necessidade de suprir alguma deficiência ou otimizar ações humanas. A primeira calculadora comercial, criada em 1640 e chamada de Pascalline, surgiu da necessidade de um contador de realizar cálculos mais avançados. Mas não nos enganemos: ela, a tecnologia, não apareceu apenas para o bem. Segundo Sérgio Czajkowski Jr, professor da Universidade Positivo e do UniCuritiba, “mesmo sendo inegável que a tecnologia foi vital para uma ‘evolução’ da humanidade, é salutar sempre se mencionar que esta não é neutra e que nem todos os avanços tecnológicos redundaram em benefícios para toda a humanidade”. Os equipamentos alemães da segunda guerra mundial, por exemplo, eram os melhores e mais avançados do ponto de vista tecnológico.


Quero pedir licença para dar um salto no tempo e entrar no século XX. Alguns ramos da tecnologia se destacaram mais do que outros. No final do século XX, a tecnologia da informação, junto com a evolução da microeletrônica, gradualmente nos trouxe computadores, internet, mais recentemente os smartphones, e, a partir daí, novas ramificações, como robótica, inteligência artificial, Machine learning, entre outras.


Ouço muitas vezes em sala de aula perguntas como: “Os robôs vão tirar o emprego dos humanos?” e algumas variantes desse tipo de questionamento. Quero tranquilizar você, caro leitor: segundo muitos estudos, vários empregos desaparecerão do mundo, mas, em contrapartida, haverá mais vagas de emprego do que hoje, em novas áreas do conhecimento. Segundo o educador inglês, Sir Ken Robinson “As crianças de hoje trabalharão em empregos que não existem atualmente”. Então, não precisamos ficar preocupados, mas apenas atentos às transformações. Em outras palavras, só teremos que nos adaptar a essa nova realidade.





Voltando à tecnologia nossa de cada dia, para mim, no meu trabalho com elaboração de aulas, edição de vídeos e marketing, a tecnologia se faz presente por todos os lados. Encaro a tecnologia como uma ferramenta, como era no passado, e que deve ser utilizada para resolver nossos problemas.


Digo mais: a melhor tecnologia é aquela que é invisível aos nossos olhos. A que funciona sem precisar reiniciar qualquer coisa, a que nos leva a melhorar nossa produtividade, a que faz o trabalho repetitivo num piscar de olhos, e, principalmente aquela que, através de uma ligação de vídeo, nos aproxima daqueles que amamos. Obrigado, Tecnologia!

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Carlos Augusto

Professor

Carlos Augusto é professor dos cursos de Marketing e Administração, graduação e pós-graduação.

Foi premiado diversas vezes pelo uso de tecnologia como ferramenta de aprendizado em sala de aula.

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