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Atualizado: 27 de mai.

Você tentou aumentar o número de seguidores de sua conta usando métodos não tão ortodoxos e o efeito foi o contrário? Seu engajamento caiu e quase ninguém curte suas fotos? Se está acontecendo isto com seu Instagram, sua conta pode ter sido punida com o Shadowban.



Normalmente, todos que querem aumentar o número de seguidores no Instagram percorrem alguns caminhos para crescer na rede: usar hashtags da moda; postar regularmente; e, impulsionar publicações. As duas primeiras opções nós chamamos de crescimento orgânico - aquele que aconteceu naturalmente, sem precisar pagar - porém, dependemos da “boa vontade” do algoritmo do Instagram. Em situações normais o crescimento orgânico é lento e tedioso.


A outra maneira é pagar para impulsionar as publicações. Essa é uma alternativa para quem tem um dinheirinho sobrando e quer crescer na rede mais rapidamente. Com valores baixos é possível atingir o público que você determinou como “alvo”. Há também controvérsias sobre se este público é realmente “interessado” ou são robôs do próprio Instagram que curtem as postagens impulsionadas.


O dono do Instagram, que todos sabemos o nome, gosta de dinheiro, e, sempre que fazemos algum investimento para impulsionar uma publicação os números de crescimento, engajamento e visualizações aumentam consideravelmente. Este crescimento não é orgânico, é impulsionado. Está cada vez mais difícil crescer organicamente. Diariamente eu ganho 10 seguidores e perco 9. Se ganho 20, perco 19, tem sido assim nos últimos meses.


Entretanto, porém, todavia, existem maneiras não convencionais de crescer, uma delas é comprando seguidores ou assinando aplicativos que seguem e deixam de seguir perfis automaticamente. Comprar seguidores é basicamente matar a sua conta. JAMAIS compre seguidores. Caso o Instagram detecte uma atividade anormal em sua conta – como a compra de seguidores - você poderá ser penalizado com o Shadowban.


O que é Shadowban?


Um Shadowban acontece quando um usuário é penalizado na rede social, mas ele não toma conhecimento disso. Tudo funciona normalmente e somente depois de um tempo, analisando as métricas é que ele começa a se dar conta de que tem algo errado.


Quando uma conta recebe essa penalidade do Instagram, ela não aparece no feed de hashtags, também não aparece na localização, nem mesmo na aba explorar. A conta continua funcionando, mas suas postagens só aparecem para aqueles que já seguem a sua conta. Assim, ainda que você use hashtags para alcançar novas pessoas, isso não vai funcionar.


O Instagram nunca admitiu a prática do Shadowban, mas deu dicas para que os usuários não sofram com esse problema. Ficou parecendo uma confirmação, só que com outras palavras...



Qual é o impacto nos posts ou no perfil?


O Shadowban reduz consideravelmente o alcance das suas postagens. Elas só aparecem para quem já segue a sua conta. Se o seu perfil foi afetado você não conseguirá novos seguidores. Além de não alcançar novos seguidores, a conta pode passar a perder os que já tem.



Como saber se a sua conta foi vítima?


Se você está se perguntando se foi afetado pelo Shadowban, existe uma maneira de saber a resposta para essa dúvida.


  1. Publique no perfil que você acha que foi afetado;

  2. Utilize uma das suas hashtags que costuma utilizar na maioria dos posts, de preferência personalizada;

  3. Entre em contato com outros perfis que não te seguem (podem ser de amigos, por exemplo) para fazer uma pesquisa usando a hashtag personalizada que você inseriu na publicação;

  4. Se você não está apareceu para essas pessoas é porque tem grandes chances da sua conta ter sido afetada.


Se alguma delas, nem que seja apenas uma, conseguir visualizar o seu post, pode ficar tranquilo. O problema é apenas uma queda de engajamento e que pode ser resolvida algumas mudanças na sua estratégia de conteúdo na rede social – fale comigo 😃.


Fui vítima e agora?


Dê um tempo! Saia da sua conta e espere cerca de 24 a 48 horas para logar novamente. Saia também de outros dispositivos como computador e tablet. Essa é uma tentativa para fazer com que o Instagram pare de rastrear a sua conta.


Exclua algumas hashtags. Algumas hashtags podem estar prejudicando a sua conta no Instagram, por isso é bom retirá-las. Por exemplo, a hashtag “sextou” mencionada acima é uma delas. Outra é “youtube”, o Instagram oculta sua postagem automaticamente – comigo é assim. Quando posto essa hastag o alcance cai para quase zero.


Revogue os acessos de outros aplicativos. Muitas vezes permitimos o acesso de outros aplicativos na conta e é importante revogar essa permissão. Revogue todos e retorne com a autorização apenas para aqueles que realmente precisa como os utilizados para programar os seus posts.



Como evitar a punição no Instagram?


Uma dica essencial: esqueça a compra de seguidores ou de curtidas. Se você faz isso, saiba que o Instagram tem como rastrear e é claro, vai penalizar a sua conta.


Tenha cuidado com a quantidade e o tipo de hashtag que usa. O próprio Instagram recomenda uma média de 5 hashtags por postagem sendo um máximo de 30. Ultrapassar essa quantidade pode levantar suspeitas de que estão sendo usadas apenas para conseguir mais alcance, podendo atrapalhar os usuários na hora de fazer uma pesquisa.


Tudo o que Instagram quer é que o conteúdo postado seja realmente relevante para as pessoas – isso é o que ele diz, a realidade é outra $$$$. Para evitar que a sua conta seja afetada pelo Shadowban siga as dicas mencionadas.



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Carlos Augusto é entusiasta de tecnologia desde que ganhou seu primeiro videogame em 1985, o Odyssey da Philips.


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Atualizado: 27 de mai.

Não está longe o dia em que conversaremos com os eletrodomésticos. Atualmente já é possível trocar ideias com os assistentes pessoais - Siri, Cortana, Google Now - embutidos em nossos smartphones e outros dispositivos. Geladeira com Wi-Fi já é realidade, mas será que essa moda pega?




Não, eu não estou ficando maluco. Conversar com a geladeira já é uma realidade – ainda é caro, mas é real. Estamos falando de IoT, sigla para Internet of Things – ou simplesmente “Internet das Coisas”. Não é uma tecnologia nova, foi criada no final dos anos 90 no MIT para automatizar alguns objetos.


De que coisas estamos falando? Qualquer coisa!


Entre os seus dispositivos, já estão conectados à internet o smartphone, o tablet, notebook, desktop... Até aí tudo bem. Mas já existem outros equipamentos que também se conectam à rede, e que num passado recente não se conectavam. Bons exemplos são as televisões, agora chamadas de SmartTVs. Elas facilitam o acesso ao YouTube e NetFlix, não é mesmo?


De uma forma geral, Internet das Coisas, são sensores inteligentes instalados em objetos, seja uma geladeira ou um relógio, e estão conectados à internet para interagir com o ambiente, outros equipamentos e o usuário.


Atualmente, além da geladeira conectada ao Wi-Fi, temos cafeteiras, ar-condicionados, sistemas de som, lâmpadas, alarmes, relógios, câmeras, enfim, são muitos os exemplos de “coisas” acessando a internet e realizando tarefas que antes precisavam de comandos. A ideia por trás disto não é fazer você ficar em pé na frente da geladeira assistindo ao último episódio de Game of Thrones, e sim, transformar objetos antes inertes em facilitadores das tarefas diárias.



A geladeira Wi-Fi tem a função estoque que avisa quando os produtos estão prestes a acabar e pesquisa onde encontrá-los com preços mais baixos. O mais cool da geladeira – sem trocadilho – é que ela pode se comunicar com outros eletrodomésticos, fogão e micro-ondas, por exemplo, para combinar de preparar uma receita em conjunto. Durante a CES 2017, realizada em Las Vegas, a Samsung apresentou seis modelos de geladeira Wi-Fi com tela touch de 21 polegadas. Além das funções “básicas”, ela apresenta calendário, bloco de anotações, lembretes, tudo interligado com o seu smartphone.


Quando uma nova tecnologia é introduzida no mercado, sempre custa mais caro. Os modelos mais em conta saem em média por R$ 9.000,00. É questão de tempo para isto mudar. Lembro que uma TV de plasma de 37 polegadas, Pioneer, custava em média R$ 18.000,00 - e quem não tem uma tela plana hoje?


Mas, dá licença que a cafeteira está chamando.


Até a próxima.


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Carlos Augusto é entusiasta de tecnologia desde que ganhou seu primeiro videogame em 1985, o Odyssey da Philips.


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Atualizado: 27 de mai.

Até 2025, as máquinas desempenharão mais funções do que os seres humanos no mundo do trabalho. Porém, não há motivo para alarmismos. Convido você para uma análise rápida e para acalmar os que pensam que perderemos lugar para robôs e viveremos como no filme Exterminador do Futuro (1984), em uma guerra cibernética contra a Skynet.

Foto: techxplore.com



Muito se fala sobre como nossas vagas de emprego estão sendo substituídas por robôs, inteligência artificial e todo tipo de aplicativo. Isso tem um fundo de verdade, mas a história não está completa. Os robôs vão sim roubar seu emprego, entretanto as máquinas não possuem – pelo menos por enquanto – algumas características que o ser humano tem: criatividade, capacidade de persuasão, improvisação, entre outras. Elas também não têm imaginação nem sensações, então, as profissões que precisam dessas capacidades terão vida longa.


O estudo Jobs Lost, Jobs Gained: Workforce Transitions in a Time of Automation, do McKinsey Global Institute (http://bit.ly/2oUJJyN), vale cada página e cada gráfico, para quem quiser ter uma ideia do que está para acontecer com o trabalho e emprego na economia global dos próximos 15 anos.


Na tabela abaixo temos alguns exemplos de profissões que podem ser extintas em 15 anos por causa dos robôs:



Como citei, não há motivo para alarmismo, pois a mesma revolução tecnológica que colocará os robôs em tarefas que antes pertenciam às pessoas criará 58 milhões de novos empregos nos próximos cinco anos. Essas são previsões da nova versão do relatório The Future of Jobs, divulgada pelo Fórum Econômico Mundial em setembro de 2019.


Atualmente, em torno de 71% das horas de trabalho são realizadas por pessoas e 29% por máquinas, softwares, inteligências artificiais etc. O relatório aponta para uma tendência de inversão dessa proporção. Até 2025, mais da metade das funções será automatizada.


Ao contrário do que se teme, o aumento da automação não significa menos espaço para as pessoas no mercado. A perspectiva do relatório é bem otimista: embora se estime que 75 milhões de empregos sejam extintos, a evolução da tecnologia pode criar 133 milhões de novos postos de trabalho. Então, a tecnologia acaba com os empregos, mas também criam vagas.


Estas são as Top 10 profissões emergentes em 2022, segundo o Fórum Econômico Mundial


  • Analistas de dados e cientistas de dados

  • Especialistas em AI e machine learning

  • Gerentes de operações e gerais

  • Analistas e desenvolvedores de apps e software

  • Profissionais de marketing e vendas

  • Especialistas em big data

  • Especialistas em transformação digital

  • Especialistas em novas tecnologias

  • Especialistas em desenvolvimento organizacional

  • Serviços de informação tecnológica


As três profissões destacadas referem-se a gestão, as demais são relacionadas com tecnologia.


É preciso adaptar-se para sobreviver no futuro - mas sempre foi assim. Desde sempre, as profissões vem e vão, movidas – removidas - pelas as revoluções que aconteceram no mundo.


Atenção: mais da metade dos funcionários de grandes empresas precisarão aprimorar ou atualizar suas habilidades para aproveitar as oportunidades de crescimento profissional da chamada Quarta Revolução Industrial, ou Indústria 4.0.


Estas são as Top 10 habilidades para 2022, segundo o Fórum Econômico Mundial


  • Pensamento inovador e analítico

  • Aprendizado ativo e estratégias de aprendizado

  • Criatividade, originalidade e iniciativa

  • Tecnologia, design e programação

  • Pensamento crítico e analítico

  • Resolução de problemas complexos

  • Liderança e influência social

  • Inteligência emocional

  • Racionalidade, resolução de problemas e ideação

  • Análise e avaliação de sistemas


A pesquisa mostra que o impacto da tecnologia nos empregos varia de acordo com o país ou região, levando em conta o nível de escolaridade e qualificação da população, entre outros fatores.


Para finalizar, o recado foi dado, os relatórios apontam que estará empregado as pessoas preparadas nas áreas que estão apontando como promissoras.


Chego à conclusão que a melhor profissão é a que te faz feliz, e, como disse Steve Jobs: “Tudo o que você precisa para ter sucesso já está dentro de você”.



Links deste artigo:


· Entrega por drones: https://canaltech.com.br/e-commerce/amazon-faz-a-sua-primeira-entrega-de-pedido-via-drone-85896/

· Caixas de supermercado: https://tecnoblog.net/232707/amazon-go-aberto-publico/

· Uber sem motorista: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/09/uber-lanca-servico-de-carros-sem-motorista-nos-estados-unidos.html

· Colheita com tratores autônomos: https://revistaautoesporte.globo.com/Noticias/noticia/2017/05/case-ih-apresenta-trator-autonomo-no-brasil.html

· Moedas virtuais: https://www.infomoney.com.br/colunistas/um-brasil/bitcoin-pode-exercer-funcao-de-moeda-no-futuro/

· Inteligência artificial IBM: https://tecnoblog.net/69833/watson-ibm-telemarketing-suporte/




Hasta la vista!



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Carlos Augusto é entusiasta de tecnologia desde que ganhou seu primeiro videogame em 1985, o Odyssey da Philips – e já está preparado para a guerra contra a Skynet.


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Carlos Augusto

Professor

Carlos Augusto é professor dos cursos de Marketing e Administração, graduação e pós-graduação.

Foi premiado diversas vezes pelo uso de tecnologia como ferramenta de aprendizado em sala de aula.

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